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  • Foto do escritorTuane O Nascimento | Psicóloga - CRP 08/32291

O que é TCC?

Quando o psiquiatra Aaron Temkin Beck estava aprofundando sua atuação em Psicanálise, desenvolveu um conjunto de procedimentos terapêuticos que nomeou Terapia Cognitiva. Como muitas dessas técnicas trabalham na mudança do comportamento, ele a renomeou Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Assim nasceu, no início dos anos 60, uma das abordagens terapêuticas mais difundidas atualmente.


Baseado em observações, experimentos e pesquisas clínicas, Beck concluiu que havia um transtorno do pensamento relacionado à forma como os pacientes interpretam suas experiências, que é uma forma tendenciosa de encarar os fatos, comumente conduzindo a algum tipo de sofrimento. Ele constatou que quando o paciente entendia a forma tendenciosa como interpreta os eventos afetava sua vida, ele se tornava capaz de criar outra alternativa ou explicação mais realista, de forma a trabalhar os sintomas.


Assim, a TCC se tornou o que podemos dizer hoje: uma abordagem baseada em anamnese, focada nas metas do paciente, com sessões estruturadas e colaborativas. Trabalha na identificação de padrões nocivos, pensamentos não adaptativos e na busca pelo autoconhecimento, modificando atitudes e comportamentos disfuncionais para desenvolver autorrespeito, autocuidado, autoestima, etc.


As crenças básicas de uma pessoa sobre si mesma, os outros e o mundo começam a se desenvolver na infância. Na maioria das vezes, é difícil identificá-las sem auxílio, mas elas moldam a forma como reagimos às circunstâncias da vida cotidiana. As interpretações que fazemos das situações ou pessoas passam por um tipo de filtro que são os esquemas e as crenças, e se manifestam em pensamentos automáticos.


Um dos fatos observáveis em uma criança é que elas elaboram suas respostas de forma autônoma. Por exemplo, uma criança que se sente negligenciada pode tentar interpretar as razões de seu “abandono” por si mesma, e concluir que ninguém gosta dela. Se ela sente que pode ser um incômodo, não vai querer falar de “assuntos chatos” com as pessoas que a estão “evitando” (crianças não nos chamam para uma DR). E assim ela pode estabelecer uma crença básica de que ninguém gosta dela. Isso é raiz de uma forte dependência emocional em relação a pessoas que oferecem a menor atenção. O que a coloca em situações de risco em muitos momentos da vida, inclusive na escolha de seus parceiros sexuais e amorosos.


O pensamento tende a levar a uma emoção que leva a um comportamento. Quando o pensamento apresenta uma distorção cognitiva, é comum que a emoção gerada traga desconforto ou mesmo sintomas, e o comportamento que a segue pode ser desajustado.


Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), o paciente e o terapeuta buscam juntos identificar padrões de pensamentos, crenças e hábitos disfuncionais que influenciam negativamente suas emoções e comportamentos, consequentemente, nossas relações com os outros e o mundo. Assim, podemos desenvolver respostas mais adaptativas aos eventos que desencadeiam os sintomas, substituindo reações automáticas por decisões conscientes.


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